Enganar é Cristão?
3 de February de 2022

Imagina alguém que se fez dentro de igreja. Ganhou notoriedade social como cantora gospel e chega com esses predicados a prefeita de uma cidade grande do interior de São Paulo.


Bem, talvez a gente não deva esperar dela noção de economia, nem grandes conhecimentos sobre urbanismo ou administração pública (e, por isso, talvez não deveríamos votar nela, mas isso é outro assunto), mas dela não se deve esperar truques velhos da política, certo?


A prefeita de Bauru fez uma proposta de “reajuste” para os servidores de reposição da inflação 10,06% + R$ 150 no vale alimentação. Já mostramos em outro texto aqui que isso está muito aquém do justo, pois sequer mantém o poder de compra do servidor. Entenda: servidores não estão pedindo aumento, “apenas” correção do salário que está defasado. (leia nosso texto que explica a situação http://gabrielplacce.net/2022/01/18/tudo-sobe-menos-o-salario-do-trabalhador-e-o-salario-o/ )


Então o sindicato fez uma contraproposta :

• VR (Vale Refeição/Abono Salarial não Incorporado): Reajuste de 33,69%, passando o valor atual de R$ 374,00 para R$ 500,00;

• VA (Vale Alimentação): Rejuste de 50,00%, passando o valor atual de R$ 500,00 para R$ 750,00, ficando equiparado o valor proposto aos servidores da Câmara Municipal;

• Incorporação dos abonos não incorporados;

• Aumento no teto para concessão dos vales (incluindo o VT – vale transporte);

• Reajuste salarial de 15%, assim os servidores tem aumento real sem sofrer a perda dos descontos de 3% com a FUNPREV;

A princípio a prefeita tentou jogar o servidor contra o sindicato, mas após a assembleia dos servidores ontem dia 02/02/22 o sindicato e a prefeita se reuniram e a prefeita ficou de dar uma resposta até terça-feira dia 8 de fevereiro.
Acontece que na segunda, um dia antes, a Câmara volta a discutir a proposta inicial da prefeita! Não entendeu? Eu desenho pra você:


Como um político caricato da Praça é Nossa, caso a prefeita não se posicione e deixe aprovar na Câmara sua proposta e empurrar a responsabilidade da injustiça para o legislativo, e lavar as mãos, não como um cristão, mas como aquele que o deixou ser crucificado.
Caso a prefeita não dê uma resposta até segunda de manhã, é dever dos servidores cobrarem os vereadores pela reprovação da proposta.


E o que fazemos nós? Aceitamos a hipocrisia, a injustiça e a maldade calados? Eu espero que não.
Estejamos todos juntos na Segunda-Feira em frente à Câmara municipal. Não levem a culpa vereadores, as negociações são com a prefeita.

#Respetoaoservidor

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