Tudo sobe, menos o salário do trabalhador (e o salário, ó!)
18 de janeiro de 2022

Começo de ano como já é de praxe iniciam as tratativas para a correção do salário do servidor público (dissídio), assunto esse que incomoda muita gente que não acha justo o “aumento” aos servidores.

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É triste ver o quanto a difamação do funcionário público comum foi amplamente aceita, inclusive por quem tem na própria casa exemplos de trabalho sério e profissional em serviço do social. Mas essa é uma questão para depois.

Deixando as questões filosóficas de lado por um minuto, e colocando os pezinhos no chão, apresento os seguintes dados: crescimento de receita anual de Bauru, inflação anual e o reajuste do trabalhador.


Desenhado fica mais fácil, não é? O servidor em Bauru não fala em aumento. A verdade é que ele sequer consegue a reposição salarial com as perdas pela inflação. Vou traduzir: os funcionários estão ganhando menos hoje que em 2015 na prática, e não é pouco a menos.

O indicie ICPA é utilizado tanto quanto parâmetro para a discussão do dissídio (reajuste) dos servidores como também é usado na atualização dos impostos e taxas pela prefeitura.

Para o ano de 2015 com uma inflação de 10,67% a reposição foi de 7%, em 2016 inflação de 6,26% e reposição de 2%, 2017 inflação de 2,95% e reposição de 1,42%, 2018 inflação de 3,75% e reposição de 3,9%, em 2019 e 2020 não houve dissídio e uma inflação de 4,31% e 4,52% no período, já em 2021 houve uma disparada na inflação real muito maior do que a analisada pelo IPCA de 10,06% o que se sabe até então é que o executivo pretende enviar uma proposta de 10,06% de reajuste.

Se pegarmos o recorte da inflação de 2015 até 2021 temos 42,52% no acumulado contra 14,32% de reajuste até o momento, os 10,06% propostos não é reposição e muito menos aumento.

Fazendo a análise da outra ponta que é a receita do município nela temos a arrecadação direta e indireta, temos um acumulado na inflação de 27,94% e a receita de 27,66%, a cidade não cresceu e tem apenas acompanhado a inflação.

É dever do gestor público planejar e garantir as condições para o crescimento da cidade, seja atraindo uma nova indústria que gere empregos ou uma parceria com as universidades criando um ambiente de inovação que pode render bons frutos para a cidade além de absorver a mão de obra qualificada que é formada nas universidades.

Obviamente não é o que acontece em Bauru há muito tempo.Porém isso também é assunto para outro texto. Apenas fica o registro de que Bauru está estagnada e há caminhos para não estar.

O que não está estagnado é o salário do servidor, que está sendo corroído pela inflação. E se a necropolítica acha bacana ver o circo pegar fogo, é sempre bom lembrar que somos nós no picadeiro, andando na corda bamba, sendo usados como bala de canhão.

Com os números em mãos, uma administração séria, com responsabilidade fiscal, mas também que valoriza seus funcionários, proporia no mínimo algo como inflação (10,06%) + aumento na alíquota da Funprev (3%) + aumento no vale compras para R$ 700,00, pois esse tem uma flexibilidade de aumento sem prejudicar a folha. Isso não colocaria em dia a defasagem, mas seria um passo para o justo.

Uni-vos trabalhadores, e acordem. Não é aumento, é correção para que o servidor ganhe o que foi prometido quando entrou em seu emprego. Nada justifica a falta de reajuste. Não é falta de inflação ou de arrecadação, é falta de vontade política.

4 respostas para “Tudo sobe, menos o salário do trabalhador (e o salário, ó!)”

  1. Leandro disse:

    Difícil ter uma proposta diferente pois o servidores estão muito desunidos

  2. Junior Diniz disse:

    Vamos pra cima!

  3. […] “apenas” correção do salário que está defasado. (leia nosso texto que explica a situação http://gabrielplacce.net/2022/01/18/tudo-sobe-menos-o-salario-do-trabalhador-e-o-salario-o/ […]

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